quarta-feira, 3 de julho de 2013

Cefet-RJ abre inscrições para a seleção de Professores Formadores

Podem participar professores de Língua Portuguesa e Matemática das séries finais do Ensino Fundamental


O Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ), em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), abriu inscrições para a seleção de tutores do Programa Gestar II.

Trata-se de um programa de formação continuada para professores de Língua Portuguesa e Matemática das séries finais do Ensino Fundamental, objetivando formação de Professores Formadores-tutores através da melhoria do processo de ensino-aprendizagem desses profissionais no próprio local de trabalho.

O Professor Formador-tutor será responsável pela formação de outros professores, atuando e contribuindo para o desenvolvimento de uma rede de aprendizagem, aproximando a escola básica e a universidade, com o objetivo de valorizar o trabalho docente.

A Formação prevê a concessão de bolsas que serão pagas pelo Ministério da Educação. As atividades deverão ser desempenhadas em carga horária livre do docente.

As atividades curriculares iniciarão no dia 12 de Agosto. Os interessados devem se inscrever até o dia 07 de Julho de 2013, através do site.

Mais informações publicadas acesse o site aqui.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Abertas as inscrições para o Programa Jovens Embaixadores 2014.

Informamos que estão abertas as inscrições para o Programa Jovens Embaixadores 2014.
O Programa Jovens Embaixadores busca beneficiar alunos brasileiros da rede pública de ensino que são exemplos em suas comunidades por meio de sua liderança, atitude positiva, consciência cidadã, excelência acadêmica, e conhecimento da língua inglesa. Os vencedores das 35 bolsas viajam em janeiro para um programa de três semanas nos Estados Unidos. A experiência de ser um Jovem Embaixador é única e oferece aos alunos a oportunidade de expandirem seus horizontes ao mesmo tempo em que nos ajudam a fortalecer os laços de amizade, respeito e colaboração entre o Brasil e os Estados Unidos.
Pré-requisitos:
• Ter entre 15 e 18 anos (candidatos não poderão ter mais que 18 ou menos que 15 anos no dia 7 de janeiro de 2014).
• Jamais ter viajado para os Estados Unidos.
• Ter boa fluência oral e escrita em inglês.
• Ser aluno do ensino médio na rede pública.
• Pertencer à camada sócio-econômica menos favorecida.
• Ter excelente desempenho escolar.
• Ter perfil de liderança e iniciativa.
• Ser comunicativo.
• Possuir boa relação em casa, na escola e na comunidade.
• Estar engajado, por pelo menos 1 ano , em atividades de responsabilidade social/voluntariado.
Como se inscrever:
• Acessar o link de inscrição do programa Jovens Embaixadores via Facebook para preencher o formulário disponível em http://www.jovensembaixadores.org/2014/
• Ser aprovado na primeira fase de seleção, identificar a instituição parceira mais próxima de sua residência e encaminhar o questionário preliminar devidamente preenchido juntamente com a documentação solicitada.


Mais informações em:  http://oficinadeingles.wordpress.com/2013/06/17/1721/

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Pós Graduação a Distância


Olá pessoal!
Estou aqui para divulgar o novo Processo seletivo, veja:
 Pós Graduação à distância Pela UFF – Universidade Federal Fluminense:

  • NTEM – Novas Tecnologias no Ensino da Matemática 
  • PIGEAD – Planejamento, Implementação e Gestão de Ensino a Distância 

 
Os detalhes da nova seleção estão neste site: http://www.lante.uff.br/sitenovo/index.php/pos-graduacao/processo-seletivo-2013

sábado, 6 de abril de 2013

Oportunidade para professores de português

Candidatos terão um mês para se inscrever em mestrado a distância de letras

Saiu edital do Profletras. Inscrições começam em 22 de abril. Veja a relação das instituições que abriram 829 vagas
02/04/2013
Da revista Ache Seu Curso

 A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que coordenará o primeiro mestrado profissionalizante a distância de letras, lançou o edital para as inscrições no curso. Os interessados terão de 22 de abril a 20 de maio para se inscreverem. As provas acontecerão em 16 de junho.
Segundo o edital, para concorrer é necessário ter licenciatura em letras com habilitação em português, e ser professor da rede pública do ensino básico (1º ao 9º ano), pertencente ao quadro permanente de funcionários. Serão disponibilizadas 829 vagas em 37 instituições de ensino federais e estaduais em todo o país....

Disponível em: http://www.acheseucurso.com.br/saiu-edital-do-mestrado-a-distancia-de-letras.aspx
 

domingo, 14 de outubro de 2012

Qual poema de Drummond você é?


Faça o teste:
Qual poema de Drummond você é?





Responda ao teste supervisionado pelo professor doutor Ronaldo de Oliveira Batista, coordenador do Curso de Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e veja com qual poema de Drummond você mais se parece.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Meu professor de literatura

Claudia Lage
Às vezes, eu costumava matar aula no colégio para ir ao cinema, outras vezes, vejam só, para ir à biblioteca da escola mesmo. Foi estranho quando, um dia, o meu professor de literatura da época me encontrou numa dessas vezes entre as estantes, procurando um livro. Naquela hora, na minha turma, era a aula dele. Por algum motivo, ele precisou deixar a sala e ir à biblioteca rapidamente. Teve um espanto ao me ver ali. Não sei se por que eu matava a sua aula, ou por que fazia isso na biblioteca, com um livro nas mãos. Ele me olhava e olhava o livro. Ia e voltava com os olhos, perplexo. Eu não soube, por um instante, se devia justificar a minha ausência na sala ou o fato de ter escolhido um lugar cheio de livros para faltar à aula de literatura. Quando enfim comecei a gaguejar alguma coisa, ele se afastou, transtornado, e saiu, mas não antes de olhar mais uma vez o livro que eu tinha nas mãos, com evidente ressentimento.
Eu havia cometido algum delito grave para aquele professor. O fundo em meu estômago dizia isso. Não podia ser só a aula. Outros alunos também a matavam de vez em quando, e ele depois lhes chamava à atenção com uma seriedade divertida e irônica. Nada de perplexidades constrangidas. Olhares graves e ressentidos. Aquela reação perturbadora ele havia reservado apenas para mim. Mas, tampouco, devia ser a biblioteca, ou era? O livro suava em minhas mãos, assumindo talvez a culpa. Levei-o para casa, apertando-o em meu peito. Éramos cúmplices, nós dois, de um ato horrível e misterioso contra o professor. Naquela noite, tive pesadelos. Os olhos do professor tomavam inteiramente o seu rosto, e me enfrentavam indignados e ofendidos.
Na aula seguinte, tentei me comportar da melhor maneira possível. Não passei o tempo olhando para a janela, como costumava fazer, em busca de um horizonte qualquer. Nem me distraí com rabiscos, desenhos e frases inúteis no caderno. Fixava o professor com atenção exagerada, tentando absorver e compreender tudo o que ele dizia sobre o estilo de época Arcadismo, anotando bucolismo e pastoralismo com caligrafia exemplar, e assentindo com a cabeça toda a vez que seus olhos passavam por mim e não me viam. Ao contrário do meu pesadelo, o professor não me olhava mais. Era dessa forma retraída que ele lidava com o ressentimento. Eu, por outro lado, assumia todas as culpas na medida em que ele silenciosamente me acusava. No corredor, evitava cruzar comigo, e se me via no pátio lendo um livro, como eu gostava de fazer, mudava de direção como se estivesse diante de um obstáculo intransponível. Era sempre à noite, na escuridão da insônia, que eu ruminava as atitudes do professor e repassava a matéria. Romantismo: nacionalismo, exaltação do eu. Realismo: racionalismo, crítica social. Não sei por que, naquele dia, eu achei que ele tremera um pouco durante a aula, a voz rasgando a garganta, ao dizer, crítica social.
Semanas depois, eu percebi: o professor não fazia mais a barba, engordava, e, como se não tivesse mais nada a fazer, envelhecia. Se antes não era alegre nem triste, agora não era, simplesmente. Entrava na sala de aula resignado, dizia algumas coisas, escrevia outras, para depois desaparecer. A sua apatia era tão grande que um dia ele deve ter se esquecido de que sua presença era aguardada e realmente desapareceu. “Viajou”, explicou a diretora, como se o fato de alguém ir de um lugar para o outro explicasse tudo. E assim os anos se passaram sem notícias do professor.
Nos encontramos anos depois, por acaso, numa livraria. Eu a frequentava sempre, e não sabia que, desde que entrei pela primeira vez ali, era observada pelo professor. Já sentia o livro suando em minhas mãos, quando ele me cumprimentou, perguntando se eu era eu, a sua aluna. Sim, confirmei. Ele me olhava e olhava o livro, como nosso constrangido encontro na biblioteca da escola. De repente, me abraçou, com uma gratidão que eu não pude entender. Mas, em seguida, o professor foi de uma claridade imprevista, de fechar os olhos. Uma de suas alegrias era me ver ali em sua livraria, ele disse. E sorriu, confirmando, sim, sou livreiro. E pegando um livro, levou-o ao peito. A capa sobre o coração, enquanto ele confirmava a satisfação de ver que eu continuava a gostar de ler, apesar de suas aulas. Aquele dia na biblioteca ressurgiu então entre nós. Me ver matar a aula de literatura para ler foi a gota d’água para o professor. Havia passado a noite anterior preparando uma aula de literatura, elencando, não poetas e escritores, seus textos e suas poesias, mas características, datas e nomes que os alunos não podiam deixar de saber, porque ia cair na prova, porque estava no currículo do semestre. Às vezes, conseguia uma aula ou outra para os textos, mas era pouco, muito pouco. Até me ver na biblioteca, o professor me julgava uma aluna desinteressada e desinteressante, daquelas que não se avista o futuro. Não me imaginava abrindo um livro, como podia supor que eu era uma leitora? Mas eu era, e, para ele, havia sido como um marido, que sempre considerara a esposa frígida, descobrir que ela tem um amante. Eu, que já tinha idade e altura para sorrir dessa imagem, sorri, profundamente feliz. O professor abraçava o livro, apaixonado. Contou que um dia, se levantou da cama, se arrumou para ir trabalhar, saiu de casa, mas, em vez de ir à escola, foi para uma livraria. No dia seguinte, pediu demissão. Juntou dinheiro, conseguiu um empréstimo e abriu uma pequena livraria, que se expandira em outras. “Eu queria estar perto dos livros”, explicou. “Antes, eu achava que podia ser professor de literatura impunemente”, disse. O professor entrara na escola cheio de esperanças de mudar o modo em que é feito o ensino da literatura, de driblar, dia a dia, o sistema. Mas foi ao contrário, era o sistema que estava, pouco a pouco, mudando o professor, encurralando-o numa sala escura. “Até te ver na biblioteca, eu não tinha a real consciência da dimensão do que eu fazia. A cada aula, eu matava um livro. A cada aula, um leitor morria.”
A escritora Claudia Lage é formada em literatura e dedicou muito tempo ao teatro. Autora, entre outros, do romance Mundos de Eufrásia.
Texto publicado no jornal Rascunho, em março de 2011. Disponível em http://rascunho.gazetadopovo.com.br/o-meu-professor-de-literatura.